A cortina se abre e provoca, em geral, uma grande euforia na plateia formada por jovens estudantes! Professor, deixe esse processo acontecer... a partir deste momento os atores são os responsáveis pela comunicação entre o palco e a plateia…
Durante o espetáculo, a adrenalina de uma plateia pode ir a mil! Não esperamos que o processo libertário da arte do teatro transforme o jovem em um ser que contempla comportadamente. A libido dos jovens é provocada pelo espetáculo e se manifesta muitas vezes de forma ruidosa.A cena teatral/circense provoca uma interrupção do cotidiano, focalizando uma ação em que personagens mostram seu mundo interior.
A cenografia e os figurinos dão à cena teatral uma densidade que conduz o olhar e a percepção, provocando a experiência sensível do espectador, transformando-o em apreciador ativo. E é maravilhoso perceber os momentos intensos e atenção quando o espetáculo promove a fruição estética na qual se dá a aprendizagem deste instrumento de educação que é o circo/teatro!
“Ingrid Koudela”
POR QUE LEVAR UM ESPETÁCULO CIRCENSE À ESCOLA?
A ida ao circo é extra cotidiana em relação à rotina escolar!
Mas ela pode se transformar, em oportunidade para criar uma situação de ensino-aprendizagem na qual a descoberta esteja presente na construção do conhecimento.
A plateia é o membro mais reverenciado no circo. É para o espectador que todos os esforços dos artistas se somam. Os circos e teatros nas cidades são ilhas de liberdade diante da ocupação da fantasia pela mídia e a sociedade de consumo.
O projeto Circular Na Escola pretende contribuir para que o circo se transforme em mais uma opção de Cultura e Arte na escola! O foco deste trabalho está na autonomia das relações espectador/artista. A construção de conhecimento propiciada pela vivênciação de um espetáculo será uma experiência sensível e a consciência de seu valor será conquistada por meio da sua mediação: Artista/espectador/professor.
No âmbito de projetos que visam à formação de público, o primeiro aspecto a ser considerado é o acesso físico:
- Pouca ou nenhuma iniciativa existe para facilitar a ida do público escolar aos teatros e aos circos;
- Quase não há produção ou difusão de espetáculos a esta classe de público;
- Nenhuma promoção que viabilize a circulação de produções culturais no âmbito escolar, nem mesmo barateamento de ingressos, disponibilização adequada de transportes;
- Nada que possa minimamente garantir o acesso do público escolar ao teatro ou ao circo.
Um segundo aspecto a ser considerado é o acesso simbólico que opera no terreno da linguagem. Lidamos aqui com a relação que o espectador estabelece com a cena, da conquista de sua autonomia crítica e criativa. A autonomia refere-se à construção de sentidos que nasce a partir da experiência sensível, a elaboração de significações que constituem o ato pessoal e intransferível do espectador. Esta autonomia precisa ser construída.
Um projeto de formação de espectadores como o projeto CIRCULAR NA ESCOLA visa não apenas a facilitação do acesso físico, mas também ao acesso aos bens simbólicos.
Almeja-se inserir o espectador na história da Cultura!

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